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pela mesma janela do onibus

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 Manhã cedo — Sou uma construção de tudo que eu trabalho para ser, meus esforços não foram em vão, eu percebi  enquanto o cheiro de protetor solar infesta o quarto. A raposa parece satisfeita, estamos em sincronia finalmente, não mais brigando com garras, dentes e sangue pelo mesmo receptáculo. Não estou falando que vai permanecer assim para sempre - ambos sabemos que não existe paz harmoniosa que o defeituoso humano não quebre. Pelo menos é bom. É bom não precisar estar sempre em guarda, não precisar estar com a mão acima do canivete, esperando a criatura de dentes afiados e garras enormes morder meu pescoço e o jogar fora. Chega a ser tranquilizante, finalmente, depois de todo esse tempo, na mesma medida em que é assustador ter que lutar contra o medo de estilhaçar o espelho frágil que reflete os dois. Menina/raposa/humano/selvagem/animal/animal.  Sei que devo aproveitar, oh deus tudo que eu fiz foi para poder aproveitra, toda essa luta e para ter a chance de apro...

casulos; vivre sa vie.

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 A palavra 'deus'; você é deus, oh ser consciente,     despertem , se tudo pode ser minha realidade, como posso distingui-la das fantasias que vêm apenas a fim de me prender? Faber est suae quisque fortunae.                 Acredito tanto nas minhas mentiras que muitas vezes não sei dizer o que é real, e isso é totalmente minha culpa, mas eu já estou tão acostumada a fingir , afinal, começar a atuar antes dos seus um ano de vida faz com que as linhas entre fingir e agir sejam turvas. Eu durmo tarde e acordo cedo para rostos desconhecidos e penso em qual história eu poderia criar para cada um deles, até que os rostos desconhecidos se repitam com mais frequência e agora suas histórias são tantas que já nem sei mais o que eu inventei no início de tudo - já tentei várias vezes quebrar esse hábito, mas a performance já é uma parte tão fundamental de mim, e acho que no fundo não tenho certeza se estou pronta para abandoná-la, ac...

paginas de diario 1

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 16/ 07 / 2025 - apodrecer My teeth are slowly rotting, The red of my gums are tourning white, I can see the shape of my bones behind my skin, And How my iris dosent reflect the light. Am i a rotting human being or a corpse returning to life? rotten a poem 19 / 07 / 2025 - meu aniversario de 18 anos. Por que quando você menos espera; anos se passam e você está no lugar que você mais temia. No final não é tão assustador quanto a jornada parecia fazer ser, e agora você percebe que não era algo tão distante quanto você achou. Mas isso não importa mais, o importante é que você chegou. 28 / 07 / 2025 - afinal somos todos moscas. Enquanto encaro a luz intermitente do teto, como um jogo de quem pisca primeiro, me questiono se sentir e viver, e viver e sentir, os vermes que devoram minha caixa torácica se aproximando cada vez mais do meu coração. Mas por que meu coração primeiro e não meu cérebro?

a espada - um poema

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the blade - 17/06/25  Minha pela ela coça, a coceira queima, o dolorido já não para mais.  Minhas unhas já não ajudam como um dia ajudaram; elas não marcam, não do jeito que deveriam. Senhor, por favor, me ajude; não me deixe cair na tentação. A espada não vale a pena , eu repito a mim mesmo, não vale a pena, não vale a pena. Mas então queima, e coça, e dói, e não vale a pena. A espada é fria, e alivia, mesmo que o preço seja pago com um pedaço da minha alma. Deus, por favor, pare-me; eu não quero pecar! Diga-me que não vale a pena. Não vale a pena. Nã o v ale a pe n a, N ã o v a l e a p e n a. naovaleapena. E então está quente, e então esfria, e está quente de novo. Não vale a pena; ela queima, ela coça, ela dói.  De novo e de novo. Eu sou, eu sou, eu sou.