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Mostrando postagens de setembro, 2025

pela mesma janela do onibus

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 Manhã cedo — Sou uma construção de tudo que eu trabalho para ser, meus esforços não foram em vão, eu percebi  enquanto o cheiro de protetor solar infesta o quarto. A raposa parece satisfeita, estamos em sincronia finalmente, não mais brigando com garras, dentes e sangue pelo mesmo receptáculo. Não estou falando que vai permanecer assim para sempre - ambos sabemos que não existe paz harmoniosa que o defeituoso humano não quebre. Pelo menos é bom. É bom não precisar estar sempre em guarda, não precisar estar com a mão acima do canivete, esperando a criatura de dentes afiados e garras enormes morder meu pescoço e o jogar fora. Chega a ser tranquilizante, finalmente, depois de todo esse tempo, na mesma medida em que é assustador ter que lutar contra o medo de estilhaçar o espelho frágil que reflete os dois. Menina/raposa/humano/selvagem/animal/animal.  Sei que devo aproveitar, oh deus tudo que eu fiz foi para poder aproveitra, toda essa luta e para ter a chance de apro...

casulos; vivre sa vie.

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 A palavra 'deus'; você é deus, oh ser consciente,     despertem , se tudo pode ser minha realidade, como posso distingui-la das fantasias que vêm apenas a fim de me prender? Faber est suae quisque fortunae.                 Acredito tanto nas minhas mentiras que muitas vezes não sei dizer o que é real, e isso é totalmente minha culpa, mas eu já estou tão acostumada a fingir , afinal, começar a atuar antes dos seus um ano de vida faz com que as linhas entre fingir e agir sejam turvas. Eu durmo tarde e acordo cedo para rostos desconhecidos e penso em qual história eu poderia criar para cada um deles, até que os rostos desconhecidos se repitam com mais frequência e agora suas histórias são tantas que já nem sei mais o que eu inventei no início de tudo - já tentei várias vezes quebrar esse hábito, mas a performance já é uma parte tão fundamental de mim, e acho que no fundo não tenho certeza se estou pronta para abandoná-la, ac...